Carta para ti

14-02-2020

O improvável. Uma dança a três tempos. A dois tempos. A mil tempos, como a cantava Jacques Brel. O improvável. Termo-nos encontrado. O improvável. Já pensaram nisso? Como a nossa história nos leva até à nossa outra pele. Sem darmos por isso. Sentirmos que nos gostamos. Que a nossa pele se toca. E o nosso respirar se confunde. O improvável. Uma dança dançada a dois tempos. Tu e eu. A três tempos. Quando não nos esquecemos de nós mesmos. O improvável. Sonhar contigo. Sonharmos em comum. O improvável. Ter o teu nome no meu telemóvel e saber que a minha casa vive nele. Danço contigo enquanto te penso. As tuas mãos a agarrar as minhas fragilidades enquanto nos olhamos no passo compassado da música que ouvimos. Os nossos olhos à distância do improvável. Que é o perto. O teu perfume. Que é a tua marca. Porque ganha uma dimensão e profundidade na tua pele. Que é só tua. Apertas-me com a sofreguidão de quem me diz que agora és tu quem me cuida. Naquele tango que me assegura que só conseguimos ir junto de alguém em quem confiamos. Tenho arrepios na minha pele. De tanto que te amo. De tanto que gosto de dançar contigo nos nossos dias. Os dias que se avolumam num tempo que nem sempre nos permite pensar no quão improvável é podermos dançar juntos. Já reparaste? Corremos o risco de vivermos tudo como (tão) adquirido que nos esquecemos de nos lembrar. Uma dança será como a vida. Se nos descuidamos, não nos acertamos num compasso que é só nosso. Se nos esquecemos dos gestos, dos olhares, do ritmo (meu, teu, nosso), entramos numa arritmia descompassada (sim, o pleonasmo será intencional) que nos pode levar para a distância provável. Do fim. A probabilidade. A probabilidade de nos aninharmos a um ritmo sempre igual ao dia de ontem, que é igual ao dia de amanhã, é tão grande!!! Que nos podemos esquecer de dançar. A dois. A três. A mil tempos. De nos olharmos nessa morna dançada que nos envolve em corpos que se fundem a ponto de não sabermos onde começa um. E termina o outro. Já vos aconteceu? Sentirem-se a perder quem amam porque se esqueceram de se cuidar? Porque se esqueceram de mimar o improvável de nos termos. Um ao outro? Já vos aconteceu? Já vos aconteceu (já) não sonharem serem cuidados e mimados? Por pensarem que isso seria o curso provável de um relacionamento a dois? Já? Vamos dançar, meu amor! Hoje e sempre! Enquanto o sempre for esse improvável que me (nos) faz tremer de paixão. Por ti. Vamos namorar? Hoje. Amanhã. Nas nossas ausências. Nos nossos ritmos desacertados, por vezes? Vamos namorar? Quando estiver distraída num tempo que me acelera, porque temos de cumprir prazos, porque temos o jantar (e o jantar do dia seguinte), porque temos o compromisso da próxima semana, porque temos, porque temos, porque temos...dizes-me para parar um pouco? Como o fazes quando me agarras daquela forma (tão tua) enquanto dançamos e que me faz querer fugir contigo para um lugar só nosso? Onde não há tempo? Dás-me sinal se eu estiver distraída? Eu também o farei. Prometo-te. Quero dançar contigo. Aninhar-me no teu corpo. Dar-te a mão enquanto te olho. Parar o tempo enquanto nos agarramos. Enquanto ouvimos a nossa música. E a dançamos. Juntos. Num ritmo só nosso.

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