Estará a criatividade reservada, apenas, a algumas pessoas? | Parte 1

17-11-2020

Não.

Por vezes, crescemos com a ideia que a criatividade será, assim, uma espécie de querubim acessível, apenas, a alguns. Ou, pelo contrário, olhamos com desconfiança para “os criativos” porque achamos que serão, assim, vá, um pouco «alternativos» e estranhos…porque pouco convencionais. Por vezes, ainda, crescemos com a ideia que ser criativo será ter, só, muitas…ideias. Que ser criativo será não falhar. Ter ideias e não errar. Que ser criativo é fácil porque não dará trabalho. Que ser criativo é ficar à espera do momento de inspiração!!! Já pensaram na quantidade de projetos/ideias que fomos tendo, ao longo da nossa vida, que nunca chegaram a ser projetos/ideias? Porque temos medo. Porque nos comparamos. Porque esperamos validação. Porque passamos a achar que o espanto que, em criança, tínhamos, por cada detalhe é um capricho e que a vida tem de ser vivida com realismo porque isto de se ser criativo não paga contas!!! Porque, tantas e tantas vezes, o risco de se criar e recriar é visto, ainda, como um perigo. Quando, na verdade, arriscar deveria ser essencial à vida. A criatividade não se vê, apenas, no desenho. Na dança. No teatro. Na literatura. Nos museus. Etc. Não está restrita, apenas, a cursos de artes. A criatividade é-nos natural quando não queremos ver o mundo como achamos que os outros nos dizem para ver. Ser criativo é ser livre. É ter/criar desafios. É confiança e abertura ao mundo. É tempo. Tempo para a inovação. Tempo amadurecermos ideias. Tempo para as debatermos com alguém. Tempo para criar novas ideias. Criatividade não é encontrar somente a solução de um problema. É, sobretudo, tempo para a descoberta dos problemas. Criatividade não implica criar um mundo novo. É arriscar ver o mundo como imaginamos que poderia ser. Seja em que área for. Quantas ideias já tiveste, e desististe, por medo? Quantas ideias já tiveste, e desististe, porque achas que tens de viver de acordo com os parâmetros que os outros definiram para ti? E que - acreditas - serem os únicos que te darão segurança? Quantas ideias já tiveste.. e acabaste por desistir? Estamos numa pandemia. E com medo. Estaremos, neste momento, na fila que aguarda que o semáforo passe para verde. Ou deveríamos estar a aproveitar enquanto, ainda, nos encontramos no semáforo vermelho para pensarmos…distraidamente. Para aguardar. Para ter tempo. Para, neste intervalo que é a vida, podermos descobrir problemas. Colocar outros tantos. Termos medo. Hesitarmos. Questionarmos. Redescobrirmos. Inovarmos. E, nunca, mas nunca, cedermos a um conformismo cómodo que incomoda. Sermos criativos é sentirmos. É emocionarmo-nos. É arriscarmos. E descobrir o prazer de cada vez que nos permitimos espantar com uma ideia. Mesmo em tempo de pandemia. Mesmo em tempo de tantos e tantos medos. Quantas ideias já tiveste, e desististe, por medo? Quantas ideias já tiveste, e desististe, porque te disseram que “não valia a pena”?

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